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O "Charneca" era um rebocador da Lisnave.
Saiu de
Lisboa para prestar assistência a um navio, missão que não cumpriu
devido a diversas avarias, e rumou a Leixões sob intenso temporal.
Devido ao estado do mar o rebocador não conseguiu entrar na barra e as
fortes ondas atiraram-no contra o molhe, onde abriu rombo no casco e
afundou, no dia 16 de Fevereiro de 1986.
Da sua tripulação apenas sobreviveu um elemento, que veio dar à praia de Matosinhos dentro de uma balsa salva vidas.
O "Charneca" encontra-se à entrada do porto de Leixões, junto ao molhe, a 14 metros de profundidade, num fundo de areia.
Está pousado em posição correcta, como se estivesse a navegar na areia, com a proa apontada a sul e a com a casa do leme toda desfeita, fazendo-nos adivinhar a violência do mar naquele fatídico dia.
O lado de bombordo encontra-se ligeiramente assoreado e a meia nau de estibordo é fácil encontrar o rombo no casco causado pela colisão com o molhe.
É possível penetrar em algumas divisões do naufrágio, mas sempre com atenção e precaução, pois existem muitos cabos soltos e caídos, tornando-se num perigo para qualquer mergulhador. No exterior é bastante frequente encontrar inúmeras redes à sua volta, o que se torna noutro perigo devido à fraca visibilidade que normalmente se encontra.
Devido à sua localização, é necessário ter em atenção o tráfego marítimo.